<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303193067646870003</id><updated>2011-07-07T19:18:04.004-07:00</updated><title type='text'>Catando palavras.</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://panela-de-pipoca.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303193067646870003/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panela-de-pipoca.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>la fille au verre d´eau</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04570690925514602620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SNSXhVaaoeI/AAAAAAAAAJ4/aIs7hc3AI5Y/S220/imagem.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>13</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303193067646870003.post-5548918172962072637</id><published>2009-12-28T17:00:00.000-08:00</published><updated>2009-12-28T17:01:20.276-08:00</updated><title type='text'>agora nesse aqui:</title><content type='html'>http://arquiteturadonada.wordpress.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303193067646870003-5548918172962072637?l=panela-de-pipoca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://panela-de-pipoca.blogspot.com/feeds/5548918172962072637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2303193067646870003&amp;postID=5548918172962072637' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303193067646870003/posts/default/5548918172962072637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303193067646870003/posts/default/5548918172962072637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panela-de-pipoca.blogspot.com/2009/12/agora-nesse-aqui.html' title='agora nesse aqui:'/><author><name>la fille au verre d´eau</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04570690925514602620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SNSXhVaaoeI/AAAAAAAAAJ4/aIs7hc3AI5Y/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303193067646870003.post-6161445219188444302</id><published>2009-09-20T19:28:00.000-07:00</published><updated>2009-09-20T20:05:14.569-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SrblXP07D_I/AAAAAAAAAds/Oq8xpmq0Fw8/s1600-h/txt+6.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 229px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SrblXP07D_I/AAAAAAAAAds/Oq8xpmq0Fw8/s320/txt+6.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383742592116264946" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que todos os meus sentimentos não chegam sozinhos e intensos como eu mesma sou? Não sei porquê a paixão me veio junto com o medo de te perder. Pois foi no momento que te encontrei que eu te perdi (sem nem mesmo chegar a ter). Sim, até o amor que poderia nascer vem fadado a ser acompanhado dessa rima pobre que se chama dor.&lt;br /&gt;Estou cansada dos meus próprios dramas: eu olho pra trás e procuro os sonhos e tudo o que eu era (ou pensava ser) mas não tenho mais lembranças do passado nem vestígios do que sonhei em me tornar. No fundo, me sinto a adolescente que nunca fui: perdida, sozinha, assustada e sem saber o que fazer; olho pra trás para tentar descobrir o que perdi ou onde perdi e não consigo obter respostas.&lt;br /&gt;Eu perco o sono desenhando seu rosto em minha retina, refaço teus gestos em tatuagem no meu corpo e decoro em versos sua voz a me sussurrar que “o amor não tem pressa, ele pode esperar”. Assim eu ainda penso que em algum lugar do futuro poderemos desfazer esses nós e refazer esse “nós” que nunca chegou a existir. Minha tentativa de me afastar foi em vão, só me fez perceber a falta que você me faz.&lt;br /&gt;A cada partida, meu coração se quebra e eu fico tentando achar respostas catando os pedaços. A cada volta algo se perde no caminho e já não sei mais o que sobrou de mim, mas desisti de querer de volta. Eu só queria dividir essa chuva fina que cai agora com você, mas ela carregou nossos planos sem conseguir apagar o passado. Se junto com a terra que escorre na calçada ela apagasse tudo o que nos impediu de seguir, aí talvez teríamos uma segunda chance. Mas, não posso consertar o passado então eu peço que você me ensine o caminho para o futuro. E que você venha comigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303193067646870003-6161445219188444302?l=panela-de-pipoca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://panela-de-pipoca.blogspot.com/feeds/6161445219188444302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2303193067646870003&amp;postID=6161445219188444302' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303193067646870003/posts/default/6161445219188444302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303193067646870003/posts/default/6161445219188444302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panela-de-pipoca.blogspot.com/2009/09/porque-todos-os-meus-sentimentos-nao.html' title=''/><author><name>la fille au verre d´eau</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04570690925514602620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SNSXhVaaoeI/AAAAAAAAAJ4/aIs7hc3AI5Y/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SrblXP07D_I/AAAAAAAAAds/Oq8xpmq0Fw8/s72-c/txt+6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303193067646870003.post-7509707863991616972</id><published>2009-09-16T21:16:00.001-07:00</published><updated>2009-09-18T18:57:46.710-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SrQ6k8w8InI/AAAAAAAAAdM/omtnGT9McG8/s1600-h/4.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 254px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SrQ6k8w8InI/AAAAAAAAAdM/omtnGT9McG8/s320/4.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382991861075681906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chove agora. E chove forte. Todas as lágrimas que não posso chorar caem lá fora neste momento. A tempestade que eu temia agora me encanta. Ouvi dizer que a chuva lava a alma, mas mesmo que atravessasse a cidade enfrentando meus medos, a chuva não apagaria toda a dor deste momento. Já passa das três. É tarde. Tarde demais para esquecer e perigoso demais para lembrar. E eu não gosto do perigo, não quando não tenho um lugar seguro para voltar. E não há lugar seguro no meio da tempestade em que estamos. Eu choro e você não percebe, minhas lágrimas não são reais e que diferença faz se tudo o que você amou em mim eram mentiras. As mesmas mentiras que nos separaram. Eu me cansei dos seus paradoxos. Você sempre soube que comigo era tudo ou nada. E eu escolho tudo, toda a intensidade das coisas. Assim eu vejo que o paradoxo se aplica a mim: eu não consigo abandonar a segurança que eu sempre precisei, sempre quis, sempre tive mas que agora me sufoca e faz gritar por socorro, liberdade, profundidade e tudo o que for inesperado. Sim, o paradoxo sou eu. Tudo o que sempre te acusei de ser era na verdade o meu próprio reflexo. Deve ser por isso que não posso mais ser eu mesma. Preciso me perder de mim, só não estou certa se depois disso ainda vou querer me encontrar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303193067646870003-7509707863991616972?l=panela-de-pipoca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://panela-de-pipoca.blogspot.com/feeds/7509707863991616972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2303193067646870003&amp;postID=7509707863991616972' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303193067646870003/posts/default/7509707863991616972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303193067646870003/posts/default/7509707863991616972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panela-de-pipoca.blogspot.com/2009/09/chove-agora.html' title=''/><author><name>la fille au verre d´eau</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04570690925514602620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SNSXhVaaoeI/AAAAAAAAAJ4/aIs7hc3AI5Y/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SrQ6k8w8InI/AAAAAAAAAdM/omtnGT9McG8/s72-c/4.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303193067646870003.post-3482781686988441293</id><published>2009-09-16T09:30:00.001-07:00</published><updated>2009-09-18T19:00:09.365-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SrQ672m4F0I/AAAAAAAAAdc/vHYqezNgkRg/s1600-h/3.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 278px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SrQ672m4F0I/AAAAAAAAAdc/vHYqezNgkRg/s320/3.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382992254559852354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã seguinte, quando acordei, era como se algo tivesse sido tirado de mim. Ela me deixou só com a imagem do seu belo rosto, um par de meias finas esquecidas no chão do banheiro e uma incerteza cravada no peito. E dói. Como dói. Não posso ser culpado da minha tentativa frustrada de ser feliz ao menos por um instante. Não foi fácil, não tenho forças suficientes para lutar contra a paixão. Sinto saudades do seu sorriso e do meu riso quando ela está por perto. E eu que sempre tive tudo o que quis, pela primeira vez experimentava a sensação de algo me ser tirado à força. Eu que sempre ia embora deixando um coração partido, sinto o meu se quebrar aos poucos a cada ausência dela. Eu que estava acostumado a ganhar, sinto todos os planos traçados numa madrugada  de um quarto de hotel se escorrendo por entre meus dedos sem que eu possa lutar, não tenho mais forças. Dela só restou uma fotografia meio borrada. De nós, nunca houve algo que pudesse restar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303193067646870003-3482781686988441293?l=panela-de-pipoca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://panela-de-pipoca.blogspot.com/feeds/3482781686988441293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2303193067646870003&amp;postID=3482781686988441293' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303193067646870003/posts/default/3482781686988441293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303193067646870003/posts/default/3482781686988441293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panela-de-pipoca.blogspot.com/2009/09/na-manha-seguinte-quando-acordei-era.html' title=''/><author><name>la fille au verre d´eau</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04570690925514602620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SNSXhVaaoeI/AAAAAAAAAJ4/aIs7hc3AI5Y/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SrQ672m4F0I/AAAAAAAAAdc/vHYqezNgkRg/s72-c/3.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303193067646870003.post-2487756184590345233</id><published>2009-09-12T22:38:00.000-07:00</published><updated>2009-09-20T11:15:33.408-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Naquela noite saí de casa por impulso. Não encontrei as chaves e deixei a porta do apartamento aberta. Não me importaria se não retornasse: deixar o passado, o presente, não pensar no futuro, a única pretensão era andar sem rumo a observar céu, gente, carros, cores e sons da madrugada que se misturam até se tornarem indecifráveis. Uma parada para comprar cigarros e quem sabe a esperança de que algo inesperado acontecesse naquela noite em que fuga, mudança, desejo de liberdade e algumas doses de vodka me guiavam madrugada adentro. Entrei no primeiro clube que me pareceu lotado o suficiente para me esconder no meio da multidão, e esperar que alguém me salvasse como no final de um conto de fadas. Enquanto meus olhos atordoados percorriam os rostos das pessoas senti mãos leves a me tocar: as suas mãos. Era uma dessas noites em que tudo que eu esperava era sentir qualquer coisa que fosse frio-calor-dor-paixão-carinho-saudade-tristeza-solidão. Quando me beijou senti em sua boca o mesmo gosto amargo de todas as bebidas e cigarros que havia consumido até aquele momento. E eu não me importava porque do jeito como você me beijava, você falava com a minha alma enquanto suas mãos tentavam revelar todos os mistérios que eu escondia. Tentei gritar, falar, tocar, mas o medo me paralisava porque o mais ínfimo movimento poderia destruir tudo. Na minha mente só o seu rosto (que ainda não consegui decifrar) e o desejo de decorar cada movimento seu e guardar a lembrança daquele instante para sempre já que para sempre não existe fora da memória. Seu silêncio me intimida, suas palavras me ferem e sua distância me assusta. E eu ainda espero o momento que você me (re)encontre e me pegue pelas mãos. Tenho medo de quando esse dia chegar e me apavora a possibilidade de que tudo que tenho é a lembrança de uma noite. Ao menos, medo é um sentimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303193067646870003-2487756184590345233?l=panela-de-pipoca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://panela-de-pipoca.blogspot.com/feeds/2487756184590345233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2303193067646870003&amp;postID=2487756184590345233' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303193067646870003/posts/default/2487756184590345233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303193067646870003/posts/default/2487756184590345233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panela-de-pipoca.blogspot.com/2009/09/naquela-noite-sai-de-casa-por-impulso.html' title=''/><author><name>la fille au verre d´eau</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04570690925514602620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SNSXhVaaoeI/AAAAAAAAAJ4/aIs7hc3AI5Y/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303193067646870003.post-239079730792509567</id><published>2009-09-12T17:38:00.000-07:00</published><updated>2009-09-16T17:51:22.369-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ela se foi com a noite, disse que não podia me dar tudo o que preciso (ela não sabe o que preciso). Eu disse que só precisava dela (ela disse que ninguém se basta). Ela quer mais e teve que fugir em busca de tudo que ainda não sabe se precisa. Diz que tem pressa e a vida não espera. A impulsividade era ao mesmo tempo o que eu mais amava e temia nela. E o modo como me olhava fixamente nos olhos e não me deixava dizer nada, pois tudo o que importava era o que devíamos sentir. Ela sempre falou muito e eu não me importava porque gostava de ouvi-la falar e observar os sentimentos que escorriam de sua boca a cada palavra pronunciada que a levava a gestos rápidos e às vezes desastrados. Ela nunca sabia onde por as mãos enquanto falava, assim como nunca soube para onde ir. Ainda não sabe. Agora ela se foi para procurar tudo o que foi perdido pelo caminho. Ou o que nunca chegou a ter. E eu estou aqui, à espera de um não sei o que. E, quem sabe?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303193067646870003-239079730792509567?l=panela-de-pipoca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://panela-de-pipoca.blogspot.com/feeds/239079730792509567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2303193067646870003&amp;postID=239079730792509567' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303193067646870003/posts/default/239079730792509567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303193067646870003/posts/default/239079730792509567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panela-de-pipoca.blogspot.com/2009/09/ela-se-foi-com-noite-disse-que-nao.html' title=''/><author><name>la fille au verre d´eau</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04570690925514602620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SNSXhVaaoeI/AAAAAAAAAJ4/aIs7hc3AI5Y/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303193067646870003.post-2248548588729713704</id><published>2009-08-28T08:26:00.000-07:00</published><updated>2009-08-28T08:28:49.556-07:00</updated><title type='text'>Entre um café e um cigarro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/Spf3l5hpUyI/AAAAAAAAAc0/KrBK4hv9MCA/s1600-h/blog.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/Spf3l5hpUyI/AAAAAAAAAc0/KrBK4hv9MCA/s320/blog.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375036910759138082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="entry"&gt;      &lt;div class="snap_preview"&gt;&lt;p&gt;Silêncio. O tic-tac do relógio anuncia que são 20 horas e 48 minutos. Ela ouve passos lá fora e caminha silenciosamente em direção à porta quando três fortes batidas a assustam. Nem é preciso abrir para reconhecer a força daquelas batidas. Ela abre a porta enquanto ele joga o cigarro no chão, esmagando-o com os sapatos surrados. Levanta os olhos e parece que vai balbuciar algo, um “boa noite”, talvez, mas não diz nada. Nem ela. As palavras não se formam. São apenas um emaranhado de letras dentro da boca que não conseguem se encontrar. Num gesto, ela o convida a se sentar. A cadeira balança um pouco a cada movimento. “Tem que mandar consertar” – ele diz. Ela oferece um café. “Acabou o açúcar” – lembra. Ele diz que não tem importância. Os minutos se arrastam nos tic-tacs do velho relógio – lembrança da avó. O tempo parava quando ele enchia a casa com seus ruídos, cada segundo parecia eterno, os momentos divididos, as músicas cantadas juntos, as roupas misturadas no guarda-roupa e o cheiro dele sempre impregnado nas suas coisas. Agora o tempo se arrasta não importa onde ele esteja, a casa não tem mais o mesmo cheiro, não há CDs espalhados, ela nem se lembra mais do som da gaita que ele costumava tocar. Ele brinca com a xícara, e ela não sabe se deve se sentar. O silêncio tão habitual, hoje incomoda e ela desesperadamente procura as palavras que por todos esses anos ela tentou organizar, esperando o dia em que ele voltasse.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;E havia tanto a ser dito, todas aquelas coisas que estavam na ponta da língua, pareciam tão óbvias, mas ele não poderia ver. Talvez estivesse perto demais, ou longe demais, ela nunca sabia ao certo. Ela só queria que ele soubesse que aquele poema escrito a lápis no caderno cor-de-rosa (aquele que diz “Te li no meu romance, te escrevi, te derreti no ardor dos meus sonhos…”) era da Elisa, mas a Elisa sabia que era pra ela dizer no ouvido dele no meio da noite. Porque ele é o único destinatário dos seus sussurros noturnos ao observar a lua se esconder por trás dos edifícios.    E ela só queria deitar em seu peito, e escutar baixinho uma canção dos Beatles, tocar gymnopedies no piano, e cantar baixinho aquela velha canção do Neil Young e depois que ele cantasse para ela uma de Vinícius.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A campainha toca novamente. Ao abrir os olhos ela percebe que o que ela pensou ser a campainha era, na verdade, o despertador. E mais uma vez ela enxuga a lágrima fina de seus olhos e se levanta para um novo dia.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;    &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303193067646870003-2248548588729713704?l=panela-de-pipoca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://panela-de-pipoca.blogspot.com/feeds/2248548588729713704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2303193067646870003&amp;postID=2248548588729713704' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303193067646870003/posts/default/2248548588729713704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303193067646870003/posts/default/2248548588729713704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panela-de-pipoca.blogspot.com/2009/08/entre-um-cafe-e-um-cigarro.html' title='Entre um café e um cigarro'/><author><name>la fille au verre d´eau</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04570690925514602620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SNSXhVaaoeI/AAAAAAAAAJ4/aIs7hc3AI5Y/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/Spf3l5hpUyI/AAAAAAAAAc0/KrBK4hv9MCA/s72-c/blog.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303193067646870003.post-7903598465656576018</id><published>2009-01-20T07:22:00.000-08:00</published><updated>2009-01-20T15:43:14.659-08:00</updated><title type='text'>Marina e o Cinema</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Marina era uma só. Mas dentro dela viviam sete. A cada dia da semana era uma Marina diferente e, ao mesmo tempo, sempre a mesma.&lt;br /&gt;Marina tinha uma paixão secreta. Na verdade, sete.  E, todos os dias, no mesmo horário, religiosamente, ela tinha seus encontros secretos – alguns nem tão secretos assim. A cada dia uma nova fantasia, um novo amante, um novo destino.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Aos domingos, Marina vivia à francesa, mudava seu nome para Delphine e gostava &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_2vLpOjyU6rg/SXZYYj3S_zI/AAAAAAAAALI/drenc5saHr4/s1600-h/1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 109px; height: 97px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_2vLpOjyU6rg/SXZYYj3S_zI/AAAAAAAAALI/drenc5saHr4/s320/1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293515590987874098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;de usar vestidinhos de cores claras. Lembravam um pouco sua infância, quando a mãe a vestia e penteava para a missa de domingo. Agora os tempos são outros (Marina não vai mais à missa), mas seus vestidinhos ainda a fazem se sentir apenas uma garota romântica, dançando pelas ruas de Paris e, às vezes, cantando sem perceber.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Às segundas, Marina gostava que lhe chamassem Holly, ou Mrs. Golightly. Ela tinha &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_2vLpOjyU6rg/SXZYyZq4ZxI/AAAAAAAAALY/sXl3cNzm7Cc/s1600-h/2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 109px; height: 96px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_2vLpOjyU6rg/SXZYyZq4ZxI/AAAAAAAAALY/sXl3cNzm7Cc/s320/2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293516034928043794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;um gato, que não tinha nome, mas era sempre &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;boa companhia.  Usava longos &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;vestidos pretos, luvas e pérolas, sempre achando que a vida era uma festa. Caminhava com a leveza de quem come croissant na Quinta Avenida. Brincava de ser boneca. De luxo, claro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em alguns dias Marina se cansava de seu romantismo, isso &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_2vLpOjyU6rg/SXZZBFIZB1I/AAAAAAAAALg/O_KFUyAjyfQ/s1600-h/3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 108px; height: 101px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_2vLpOjyU6rg/SXZZBFIZB1I/AAAAAAAAALg/O_KFUyAjyfQ/s320/3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293516287112709970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;acontecia geralmente às terças. Ela abria o guarda roupa e escolhia, entre os seus vestidos, o que lhe parecesse mais provocante. Nestes dias, Marina era pura sensualidade em seus banhos demorados, perfumes marcantes, leves movimentos - sempre provocantes - tão natural em sua inocência que Marina despertava olhares ínvidos e ávidos no seu leve caminhar, como de quem flutua.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_2vLpOjyU6rg/SXZZX1X2TII/AAAAAAAAALo/EkyN1xqcyDo/s1600-h/4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 110px; height: 97px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_2vLpOjyU6rg/SXZZX1X2TII/AAAAAAAAALo/EkyN1xqcyDo/s320/4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293516678019566722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Na quarta-feira ainda havia muita sensualidade em Marina, somada a uma inocência &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;quase infantil. Atendia pelo nome de Juliete Hardy e, apesar de parecer apenas uma garota meio perdida, talvez indecisa, ou somente jovem demais, podia chocar uma cidade inteira como tanta segurança no seu caminhar e tantos desejos no seu olhar.&lt;br /&gt;Quinta-feira era um dia de trabalho para Marina. Era um dia em que não fosse seu &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_2vLpOjyU6rg/SXZZqLmkpUI/AAAAAAAAALw/9RWILhGJTMo/s1600-h/5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 109px; height: 97px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_2vLpOjyU6rg/SXZZqLmkpUI/AAAAAAAAALw/9RWILhGJTMo/s320/5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293516993224549698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;sorriso encantador, perderia todo o seu charme feminino dentro de uma calça escura e uma camiseta. Vendia uns exemplares de um jornal local no centro da cidade mas, Marina sonhava mesmo que gritava “New York Herald Tribune”  em plena Champs Elysées.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Marina tinha um jeitinho de princesa, todos concordavam quanto a isso mas, às &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_2vLpOjyU6rg/SXZZ1qL1OTI/AAAAAAAAAL4/rGm957uAu6g/s1600-h/6.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 109px; height: 97px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_2vLpOjyU6rg/SXZZ1qL1OTI/AAAAAAAAAL4/rGm957uAu6g/s320/6.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293517190412450098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;sextas, Marina se sentia uma rainha, como Christina na Suécia. Bem, ela podia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;nunca ter estado lá, mas tinha certamente uma força no olhar, segurança em seus atos, uma melancolia talvez ou, simplesmente, garbo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tinha também um ar de mistério, típico das francesas, especialmente aos sábados, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_2vLpOjyU6rg/SXZZ_pUST6I/AAAAAAAAAMA/FtdUnnckTSI/s1600-h/7.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 109px; height: 98px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_2vLpOjyU6rg/SXZZ_pUST6I/AAAAAAAAAMA/FtdUnnckTSI/s320/7.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293517361978167202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;quando ela gostava de se aventurar pelas estradas – na maioria das vezes acompanhada de um homem de terno cinza que fumava demais – viver sem preocupações, mas sempre com intensidade. Deve ser por isso que nesses dias seu nome era Renoir. Marianne Renoir.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Assim me disseram ser Marina. Vivia tantas estórias, aventuras e vidas que não a pertenciam, mas alimentavam o seu ser. Os filmes lhe invadiam alma com tanta força que lhe faziam esquecer quem era e ir viver dentro de uma tela de cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303193067646870003-7903598465656576018?l=panela-de-pipoca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://panela-de-pipoca.blogspot.com/feeds/7903598465656576018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2303193067646870003&amp;postID=7903598465656576018' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303193067646870003/posts/default/7903598465656576018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303193067646870003/posts/default/7903598465656576018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panela-de-pipoca.blogspot.com/2009/01/marina-era-uma-s.html' title='Marina e o Cinema'/><author><name>la fille au verre d´eau</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04570690925514602620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SNSXhVaaoeI/AAAAAAAAAJ4/aIs7hc3AI5Y/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2vLpOjyU6rg/SXZYYj3S_zI/AAAAAAAAALI/drenc5saHr4/s72-c/1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303193067646870003.post-5948210258470545298</id><published>2008-12-11T18:04:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T18:13:00.902-08:00</updated><title type='text'>Recordações da casa verde e branca</title><content type='html'>Vivo em Cachoeiro de Itapemirim. A famigerada terra de Roberto Carlos, Jece Valadão, Carlos Imperial, Sérgio Sampaio, Rubem Braga, e muitos outros. Uma cidade pequena, cheia de grandes nomes e histórias a serem contadas. Mas nunca precisei ir muito longe para conhecer grandes estórias vindas dos lugares mais fantásticos do mundo. &lt;br /&gt;  E o meu passaporte sempre esteve no mesmo local. Desde criança eu ouvia falar desta casa, mas nesta época ainda era guiada pela mão de minha mãe. Hoje já aprendi o caminho e, em alguns anos, espero também segurar pelas pequenas mãozinhas alguém com a mesma ansiedade que eu mesma caminhava.&lt;br /&gt;   E o misterioso lugar sempre esteve ali na Rua 25 de março, bem na casa em que viveu Rubem Braga, onde, merecidamente, hoje é a Biblioteca Municipal – e o que mais poderia ser a casa de Rubem? Para onde eu sempre caminhei com ansiedade em busca de um algo que ainda não sabia o que era, e que ainda hoje não sei. Sei apenas que caminhar por aquela rua me enche de lembranças da infância, de ansiedade por já no caminho ainda não saber o que quero ler, a fome de querer ler todos os livros de uma vez, a angústia de nem sempre conseguir terminar todos, mas também a felicidade de caminhar segurando o meu passaporte para o mundo.&lt;br /&gt;  Pois olhar para a velha casa pintada de verde e branco me faz lembrar o que desde a infância eu ouvia dizer: que não importa o que queira ser ou onde queira ir, em uma das prateleiras sempre há um livro que pode proporcionar um incontável número de sensações. E, muitas vezes, com mais do que suas próprias estórias para contar, com as histórias dos lugares por onde passaram e das mãos que os seguraram antes das minhas.&lt;br /&gt;  E foi assim que com Julio Verne dei a volta ao mundo em menos de 80 dias; talvez somente três, mas com a mesma (ou mais) emoção que Phileas Fogg. Marcel Proust me levou de Combray à Balbec a percorrer os caminhos de Swann, entre seus amores e lembranças. Com Jack Kerouac me aventurei pela costa dos Estados Unidos e com Clarice Lispector mergulhei em profundas conversas comigo mesma me perguntando coisas sobre a paixão, o medo, a solidão ou o amor – coisas que quase nunca têm respostas. Lewis Carroll me levou a um mundo onde gatos, coelhos e cartas de baralho têm vozes para me apresentar à sua pequena Alice.&lt;br /&gt;  E é assim que, desde a minha infância, a Rua onde fica a Casa dos Braga me enche de recordações. E, ultimamente têm passado muitos anos - como disse o velho Braga – mas, não importa quantos anos passem, nada vai mudar a sensação de caminhar por esta rua em busca dos outros mundos em que vivo dentro desse cantinho chamado Cachoeiro de Itapemirim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303193067646870003-5948210258470545298?l=panela-de-pipoca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://panela-de-pipoca.blogspot.com/feeds/5948210258470545298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2303193067646870003&amp;postID=5948210258470545298' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303193067646870003/posts/default/5948210258470545298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303193067646870003/posts/default/5948210258470545298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panela-de-pipoca.blogspot.com/2008/12/recordaes-da-casa-verde-e-branca.html' title='Recordações da casa verde e branca'/><author><name>la fille au verre d´eau</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04570690925514602620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SNSXhVaaoeI/AAAAAAAAAJ4/aIs7hc3AI5Y/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303193067646870003.post-7955964202525163559</id><published>2008-12-01T16:43:00.000-08:00</published><updated>2008-12-02T04:14:01.680-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/STUlwTl2S-I/AAAAAAAAAUc/EU86ubm9ynU/s1600-h/Carta.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 226px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/STUlwTl2S-I/AAAAAAAAAUc/EU86ubm9ynU/s320/Carta.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275164050357373922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(85, 26, 139); text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303193067646870003-7955964202525163559?l=panela-de-pipoca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://panela-de-pipoca.blogspot.com/feeds/7955964202525163559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2303193067646870003&amp;postID=7955964202525163559' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303193067646870003/posts/default/7955964202525163559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303193067646870003/posts/default/7955964202525163559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panela-de-pipoca.blogspot.com/2008/12/blog-post.html' title=''/><author><name>la fille au verre d´eau</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04570690925514602620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SNSXhVaaoeI/AAAAAAAAAJ4/aIs7hc3AI5Y/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/STUlwTl2S-I/AAAAAAAAAUc/EU86ubm9ynU/s72-c/Carta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303193067646870003.post-2934401032432716855</id><published>2008-11-24T05:23:00.000-08:00</published><updated>2008-11-24T17:08:47.123-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SSqrJR9g1iI/AAAAAAAAATs/i1jjka1LYh0/s1600-h/sem-t%C3%ADtulo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 210px; height: 164px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SSqrJR9g1iI/AAAAAAAAATs/i1jjka1LYh0/s320/sem-t%C3%ADtulo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272214489719166498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;C&lt;/span&gt;omo sempre fazia, ela estava sentada naquele que era seu lugar preferido, debaixo do abacateiro. Não era tempo de abacate, ela comia morangos e segurava o inseparável livro – a sua proteção contra tudo. Às vezes lia um trecho; depois parava (gostava de deixar as palavrinhas flutuando na mente um pouco antes de ler mais um trecho e deixar as novas palavrinhas se misturando às outras). Essa era uma das sensações preferidas para ela. Até que, sem que ela esperasse, ele chegou. Se aproximava lentamente, fingindo que nada queria (mas não se esforçava muito em disfarçar). O olhar fixo imediatamente a atingiu (estava tão distraída). Invadiu sua alma, descobriu seus desejos mais secretos, conheceu seus sonhos e se descobriu em cada canto de sua mente (a partir daquele momento já dominava cada pedaço do seu pensamento). Ela tentou resistir, desviar o olhar (era um absurdo que aquele estranho aparecesse assim no seu lugar preferido, sem ao menos pedir permissão e se atrevesse a desnudar todos os seus sentimentos e revirar seus segredos mais íntimos). Ele a segurava pela mão, fazia-a sorrir sem perceber, não conseguir desviar seu olhar ao dele, alterava as batidas do seu coração e até mesmo movia o chão sob seus pés. Como se não bastasse, ainda queria levá-la com ele para seu mundo. Ela tentou se agarrar aos seus livros, ao abacateiro, à sua bolsa mas, suas pernas tremiam e ela perdia sua força a qualquer simples contato entre seus corpos. Ela relutou, protestou, tentou se segurar naquele fiozinho de segurança que a manteve protegida por tanto tempo, mas nada adiantava (bem que lhe disseram que quando ele chegasse seria impossível lutar). Este fiozinho era frágil e por mais forte que ela segurasse não poderia impedi-lo de se partir. O impacto deixou marcas (ela já sabia desde o início que essas marcas não se apagam nunca). Ele se ofereceu para acompanhá-la. Ela sabia dos riscos, mas decidiu aceitar e o avisou que não sabia direito para onde ir. Ele não se importou, disse que estava tudo bem, eles encontrariam um caminho. Ao fim da estrada, não havia nada além de um abismo. Ele a olhou nos olhos. O mesmo olhar desde aquele primeiro encontro. Penetrante, fixo, intenso. Ela ainda sentia o mesmo e o perguntou: “Você confia em mim?”. Um gesto com a cabeça disse que “sim”. Juntos eles flutuaram. Quando olharam pra trás, estava a vida. Mas eles estavam além.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303193067646870003-2934401032432716855?l=panela-de-pipoca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://panela-de-pipoca.blogspot.com/feeds/2934401032432716855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2303193067646870003&amp;postID=2934401032432716855' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303193067646870003/posts/default/2934401032432716855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303193067646870003/posts/default/2934401032432716855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panela-de-pipoca.blogspot.com/2008/11/c-omo-sempre-fazia-ela-estava-sentada.html' title=''/><author><name>la fille au verre d´eau</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04570690925514602620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SNSXhVaaoeI/AAAAAAAAAJ4/aIs7hc3AI5Y/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SSqrJR9g1iI/AAAAAAAAATs/i1jjka1LYh0/s72-c/sem-t%C3%ADtulo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303193067646870003.post-8830436079947268929</id><published>2008-11-11T05:26:00.000-08:00</published><updated>2008-11-12T04:39:17.257-08:00</updated><title type='text'>Um jour a Paris</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SRmI3r59TAI/AAAAAAAAATk/ybmopmR93FI/s1600-h/Bal+au+Moulin+de+la+Galette.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 294px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SRmI3r59TAI/AAAAAAAAATk/ybmopmR93FI/s320/Bal+au+Moulin+de+la+Galette.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5267391729446505474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Le Moulin de La Galette&lt;br /&gt;Pierre-Auguste Renoir&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Baile no “Moulin de La Galette”), 1876&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Óleo sobre tela,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;131 x 175 cm&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Paris, Musée d´Orsay&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;unca achei que fosse possível. E quem acharia? Mas hoje me perdi de um modo que nunca pensei que poderia. Foi em Paris... não na Champs Elysées, no Jardin de Tuileries ou alguma rua de Montmartre. Me perdi num baile no Moulin de La Galette, um baile de música tão alegre que logo me encheu de imensa alegria como sempre imaginei que seria Paris: como uma festa. Como seus habitantes - que eu conhecia de livros, filmes e quadros - a descreviam. Como Renoir pintava seus quadros e achava que a arte deveria ser (ou a vida).&lt;br /&gt;  E eu estava na França ainda, mas no ano de 1876, tempo em que as mulheres ainda usavam longos vestidos rodados e coloridos. Arrastando-me pela noite e abrindo espaço entre as pessoas, fui seguindo as luzes brilhantes e os tecidos esvoaçantes das saias das belas mulheres de faces rosadas. Conforme caminhava, não sabia bem para onde ir e, logo eu, que sempre me preocupava em planejar, ter um objetivo, horários, estava perdido em outro país, outro século, talvez até em outra vida...&lt;br /&gt;  Mas nada me impressionava (com o perdão do trocadilho) tanto quanto aquelas figuras meio borradas que pareciam se dissolver conforme eu me aproximava delas. Tantas histórias em seus olhares: uma jovem dançava com um bem vestido senhor que a segurava firme, mas não conseguia impedir que seu olhar mirasse algo que não estava ali e, por mais que eu também tentasse descobrir, só ela mesma poderia saber o que merecia tanta atenção daquele distante par de olhos. As vozes das pessoas se misturavam à canção da qual pouco eu pouco entendia entre os “cherrie”, “amoureux”, “lendemain” e “toujours”. As moças me encantavam, as luzes e cores me cegavam até que, quando eu percebi, eu estava ao lado de uma mesa onde um homem, alheio à música e a alegria das pessoas dançando, preocupava-se com Montaigne e ainda assim merecia a atenção de duas moças que de filosofia pouco sabiam, mas de gestos e olhares entendiam bem.&lt;br /&gt;Tudo era muito agradável, mas eu precisava sair dali e não sabia como. Ao longe, avistei a porta e, enquanto caminhava em sua direção, fui abordado por uma bela moça de longos cabelos ruivos que me dizia em seu belo sotaque “Bon soir, monsieur!”. Depois de um pouco gaguejar, disse meio baixinho “Très bien, merci!” mas, depois de observá-la por alguns segundos, percebi que ela também se dissolvia, então retomei a decisão de deixar o lugar. Enquanto me esgueirava pela porta, ainda ouvi-a dizer “À toute à l´heure” e depois de me sentir meio arremessado, notei que eu estava em pé e meus olhos se abriam devagar (até então não havia percebido que eles estavam fechados). Ao abri-los, percebi que eu estava num grande salão entre quatro paredes brancas com pouca luz, exceto em alguns pontos em que haviam paisagens e pessoas materializadas em muitas cores sob a forma de quadros. Então percebi que o tempo todo havia estado onde começava a me recordar de ter entrado pela manhã: o Musée d´Orsay, bem diante do quadro de Renoir “Le Moulin de La Galette”.&lt;br /&gt;  Ainda sem compreender bem, fui me recordando que me contaram de um dia em que faltou preto. Não se sabe se fazia sol ou chuva. Mas faltava o preto. Mas, se o preto era a ausência de cor, que falta poderia fazer? Mas foi preciso que faltasse o que já não fazia falta, sem que se soubesse, para se perceber que da ausência do que já é ausência (de cor) surgiria o impressionismo. E não poderia haver outro nome para definir. Ao mergulhar nessas cores, não há como não se perder.&lt;br /&gt;  Entre cores, luzes e sombras, entre azuis, vermelhos e amarelos fui arrebatado e levado para dentro de uma tela que, depois das rápidas pinceladas de Renoir, nunca mais foi somente uma tela. Não preciso de mais nada: calendários, relógios, planos ou idéias. Me perder já basta. Destes quadros pintados entre a dor (de suas mãos) e a alegria (de suas cores) nada mais peço além da permissão de observá-los por uns instantes e a licença para me perder.&lt;br /&gt;  Sim, Paris sempre será uma festa. Enquanto existirem museus, quadros de Renoir e a paixão com que sempre pintou seus quadros me transportando aos lugares em que ele próprio esteve.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303193067646870003-8830436079947268929?l=panela-de-pipoca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://panela-de-pipoca.blogspot.com/feeds/8830436079947268929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2303193067646870003&amp;postID=8830436079947268929' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303193067646870003/posts/default/8830436079947268929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303193067646870003/posts/default/8830436079947268929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panela-de-pipoca.blogspot.com/2008/11/um-jour-paris.html' title='Um jour a Paris'/><author><name>la fille au verre d´eau</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04570690925514602620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SNSXhVaaoeI/AAAAAAAAAJ4/aIs7hc3AI5Y/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SRmI3r59TAI/AAAAAAAAATk/ybmopmR93FI/s72-c/Bal+au+Moulin+de+la+Galette.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303193067646870003.post-8036742099129953537</id><published>2008-09-22T05:29:00.003-07:00</published><updated>2008-10-30T06:22:10.097-07:00</updated><title type='text'>Estas cartas tão perto do coração...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SNedjKZKZfI/AAAAAAAAAM0/C7tRSGflVnE/s1600-h/cartas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 213px; height: 159px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SNedjKZKZfI/AAAAAAAAAM0/C7tRSGflVnE/s320/cartas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248837118134478322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;o começo achei a idéia assim meio esquisita... Parecia indiscreto. Cartas sempre me pareceram uma coisa tão íntima, daquelas que a gente guarda dentro de uma caixa no fundo do armário ou numa prateleira bem alta. Demorei a aceitar, mas afinal, fui me acostumando aos poucos. Abri o livro com o cuidado de quem segura uma taça de cristal bem frágil e a cautela de uma criança que corre na cozinha para pegar mais um pedaço de doce. Comecei a ler as primeiras linhas bem devagar e, que surpresa ao descobrir que eram realmente cartas! Só então que comecei a acreditar... E foi começar a ler que não conseguia mais parar, e fui sentindo uma pontinha de inveja, uma vontade de também receber cartas assim. Já não sabia escolher se queria ser Clarice ou ser Fernando. E, já convencida de que ninguém deveria ser privado de tal leitura, deixei que as palavras me guiassem e até me permiti imaginar que elas também eram pra mim, assim compartilhava melhor a emoção: eu ria, sorria, chorava, sentia. Tudo que eles também um dia sentiram. Fui conhecendo os segredos, as aflições, até que... Pipocas, Fernando! Duas palavras que fizeram com que de um sorriso nascesse uma fina lágrima. &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SNed2Pr91_I/AAAAAAAAAM8/LAjldz3Xvy8/s1600-h/clarice07.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 127px; height: 170px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SNed2Pr91_I/AAAAAAAAAM8/LAjldz3Xvy8/s320/clarice07.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248837445973039090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Havia descoberto um segredo! Fechei o livro no mesmo instante, uma espécie de egoísmo me invadiu e eu não queria dividir aquela preciosa informação com ninguém mais. Quis acreditar que era somente eu que sabia. Fiquei imaginando aquele episódio: Fernando dirigindo. Clarice olhando o mar de Copacabana. Aquelas praias tão lindas e cheias de luz, com o encanto que nenhuma outra possui. Fernando falando de Olavo. Clarice resmungando esfinges. Fernando falando que Clarice parece árvore. “Pipocas, Fernando!” E foi aí que me foi revelado o segredo: Clarice comia pipocas. E comia apaixonadamente. Porque cada simples gesto de Clarice não pode ser simples o suficiente só por causa desse nome: Clarice. E eu que sempre achei pipoca uma coisa muito engraçada, tão pequena e faz um barulhinho tão gostoso quando a gente joga na panela. Uma vez me contaram de uma garota que gostava era de colocar a mão dentro do saco de pipoca e sentir os grãozinhos escorrendo pelos dedos. Mas eu gosto é desse barulhinho de grãozinhos ali dentro da panela pipocando! E daquele cheirinho gostoso que vai tomando conta da casa toda. Eu comecei a achar que era esse o cheiro que devia ter a casa de Clarice, e que ela escondia saquinhos de pipoca na bolsa. Mas que nome engraçado esse: pipoca. Mas tudo bem, porque Clarice era engraçada (Fernando me contou isso também). Contou que ela sabia rir e &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SNed52iBZgI/AAAAAAAAANE/kcRJP1f25oA/s1600-h/fernando.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 124px; height: 159px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SNed52iBZgI/AAAAAAAAANE/kcRJP1f25oA/s320/fernando.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248837507939919362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;chorar ao mesmo tempo e era parecida com árvore. Agora eu sei, Clarice, o que você pensa quando olha assim com esse olhar fixo e misterioso, que não é de Garbo nem de Davis. Esse olhar só seu. Ninguém mais tem. Agora eu descobri, Fernando: eram pipocas! E agora, toda vez que vejo passar um pipoqueiro eu me sinto no direito de gritar: “Pipocas, Fernando!”. Não, não tenho a intenção de roubar essa frase que é só sua, assim como seu olhar. É só um desejo inocente de fazer parte. Porque assim eu me sinto um pouco Clarice e perco o medo de ler estas linhas tão secretas. E agora que todos os dias recebo cartas, todos os dias escrevo cartas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Sobre o livro “Cartas perto do coração” de Clarice Lispector e Fernando Sabino.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303193067646870003-8036742099129953537?l=panela-de-pipoca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://panela-de-pipoca.blogspot.com/feeds/8036742099129953537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2303193067646870003&amp;postID=8036742099129953537' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303193067646870003/posts/default/8036742099129953537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303193067646870003/posts/default/8036742099129953537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://panela-de-pipoca.blogspot.com/2008/09/estas-cartas-to-perto-do-corao.html' title='Estas cartas tão perto do coração...'/><author><name>la fille au verre d´eau</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04570690925514602620</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://2.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SNSXhVaaoeI/AAAAAAAAAJ4/aIs7hc3AI5Y/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_840LeoHk8jg/SNedjKZKZfI/AAAAAAAAAM0/C7tRSGflVnE/s72-c/cartas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry></feed>
